sexta-feira, 1 de julho de 2011

Novo padrão de tomadas é obrigatório



Eletroeletrônicos devem vir com plugues de dois ou três pinos redondos.
Adequação começou em 2000; norma reduz risco de choques elétricos.


A partir desta sexta-feira (1º), todos os aparelhos eletroeletrônicos vendidos no Brasil devem ter plugues e tomadas de dois ou três pinos redondos. Os modelos  atendem ao novo Padrão Brasileiro de Plugues e Tomadas e foram desenvolvidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A adequação começou em 2000.

De acordo com o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), o terceiro pino funciona como fio terra e vai estar presente em aparelhos que em curto-circuito podem provocar choques, como geladeiras, máquina de lavar e micro-ondas. A instituição disse que o modelo foi desenvolvido pela ABNT obedecendo aos critérios segurança, adaptabilidade e custo.

A instituição informou que o consumidor convive com mais de dez tipos de plugues e tomadas e que a padronização reduz riscos de choques elétricos, sobrecarga na instalação elétrica e desperdício de energia. O Inmetro também disse que a mudança não deve trazer novos custos ao consumidor, pois o modelo se conecta a 80% dos aparelhos elétricos atuais.

Em balanço divulgado nesta quinta-feira (30), o instituto afirmou que o padrão está totalmente implantado, com mercado abastecido, baixo índice de irregularidades de produtos à venda e sem abuso de preços ao consumidor. Além disso, o diretor da Qualidade do Inmetro, Alfredo Lobo, disse que, desde 2006, todas as novas construções de moradia só recebem o “habite-se” se obedecerem o padrão.

Governadores começam a desenhar acordo sobre divisão dos royalties

Técnicos dos estados vão trabalhar para definir proposta concreta e estabelecer valores

Técnicos dos estados vão trabalhar para definir proposta concreta e estabelecer valores


Durante um almoço realizado nesta quinta-feira (30/06), em Brasília, representantes dos estados produtores de petróleo se reuniram com os governadores de Pernambuco, Eduardo Campos, e o de Sergipe, Marcelo Deda, representantes dos estados não produtores, para começarem a desenhar um acordo pela divisão dos royalties do petróleo.

No encontro, os governadores representantes dos Estados não produtores explicaram que os recursos oriundos da exploração do petróleo são importantes para o desenvolvimento das regiões e se comprometeram a levar as ideias debatidas na reunião para os governadores dos outros estados na mesma situação.

Segundo Eduardo Campos, houve um avanço importante nas negociações.

“Vamos levar para a observação dos governadores de estados que não são produtores a posição reivindicada de que haja um tratamento diferenciado para os estados produtores. Para eles, essa diferenciação é fundamental para que exista um acordo. Ao mesmo tempo, vamos explicar que os estados produtores admitem que nós tenhamos um fluxo de recebimento imediato de recursos e que isso não pode ficar postergado para quando o pré-sal não concedido venha a funcionar," disse o governador de Pernambuco.

Durante a reunião ficou acordado que técnicos dos estados vão trabalhar ao longo da próxima semana para definir uma proposta concreta já com valores estabelecidos.

O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, ressaltou que um entendimento é a melhor opção para todos.

"A posição de partilha sem tratamento diferenciado foi uma posição radical. Todos entendemos aqui que quem produz deve receber mais do que quem não produz. Agora, vamos trabalhar para ter uma proposta concreta para ser apresentada," disse Casagrande.



OSX e Senai assinam convênio para formar 3.100 técnicos para estaleiro

Empresa do setor naval quer qualificação de profissionais para atuarem no Porto do Açu



A OSX, empresa do setor naval do grupo EBX, de Eike Batista, assina nesta sexta-feira (1º/07) um convênio com o Senai do Rio de Janeiro para oferecer capacitação técnica a 3.100 pessoas. O objetivo da iniciativa, que terá investimento de R$ 13 milhões, é formar mão de obra para atuar no estaleiro que a companhia vai instalar no Complexo Industrial do Porto do Açu.

A expectativa é de que até 2013 sejam formados 7,8 mil técnicos especializados em produção, inspeção e supervisão de equipamentos. Está prevista a abertura de 185 turmas, divididas em 23 atividades profissionais, como soldadores, montadores de estrutura, montadores de tubulação, mecânicos, eletricistas e instrumentistas. 


O empreendimento deverá gerar 3,5 mil empregos na fase de construção e até 10 mil na de operação. As obras do estaleiro da OSX em parceria com a sul-coreana Hyundai Heavy Industries, que tem orçamento estimado em R$ 3 bilhões, devem começar em julho, com conclusão prevista para o primeiro trimestre de 2014. A unidade, porém, iniciará o corte de chapas em 2012 para atender a integração de plataformas do tipo FPSO e outras atividades previstas para começar em 2013.


Fonte: Época